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Opinião Curitiba
Desde: 20/03/2009      Publicadas: 5559      Atualização: 24/07/2017

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 Jogo Rápido

  29/06/2017
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Velhas e surradas práticas

Por Zé Domingos

Quando ainda adolescente iniciando minha caminhada como repórter ouvia falar em comandos políticos e procurei me inteirar o que significava tal citação. Soube que o comando político representava poder de indicação, nomeação enfim, ingerência em decisões na cidade ou região que o deputado federal ou estadual, vereador apresentasse votações expressivas.

Em contrapartida o político acompanharia os interesses do poder executivo quando os mesmos chegassem às casas legislativas. Uma prática condenada por muitos já que o representante ficava atrelado ao governo em troca de favores pessoais e obras em suas áreas de influência, deixando de existir a liberdade de ações dos parlamentares. Tal prática tão comentada e criticada por oposicionistas nunca deixou de existir, pois, os oposicionistas ao chegarem ao poder a colocam em execução da mesma forma.

Imaginava que isto com a evolução dos tempos poderia ser deixado de lado e concluo ter me enganado totalmente. A prática que ouvi falar há aproximadamente 60 anos continua firme e forte. Diante dos acontecimentos envolvendo o “pacotaço” encaminhado pela Prefeitura de Curitiba à Câmara Municipal, o vereador professor Euler em primeiro mandato veio a público declarando ter sido procurado por representantes do prefeito em três oportunidades propondo-lhe a indicação para cargos comissionados, atendimentos a reivindicações de seus interesses, vantagens pessoais e outras para que assumisse posições de apoio às propostas do Poder Executivo.

É o mesmo quadro de sempre e por isto que afirmei em várias oportunidades não existir a independência de poderes. É tudo ligado, atrelado. Recordo-me que quando deputado estadual fui presidente da Comissão de Elaboração do Estatuto da Polícia Civil e determinados dados da mensagem eram contrários aos interesses da classe. Como tinha ligações diretas com a mesma me posicionei contrário a tais itens e isto fez com que ficasse antipático ao governo, o que me fez sofrer perseguições que me atrapalharam na caminhada política, bem como o tal voto vinculado.

Como nunca gostei de mudar de camisa segui no mesmo partido e isto me foi fatal, mas, nunca me arrependi porque agi com minha consciência e com minha forma de entender as situações. Lá se vão tantos e tantos anos e tudo continua da mesma forma. Por esta falta de respeito, de criatividade, de imaginação para melhorar a atuação em favor dos interesses populares, preferindo os pessoais ou de apaniguados, os políticos momento a momento são mais desacreditados.

Por mais que me esforce em crer que isto vá mudar acho ser muito difícil, pois, a estrutura se mostra viciada e vício é algo que precisa de força, personalidade e coragem para se deixar. Mas, como sou brasileiro, continuo acreditando em mudanças para melhores dias, pois, ainda temos entre os políticos homens e mulheres que continuarão lutando por mudanças na lida com os assuntos do povo.







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